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29/03/2010 15h26

Máfia patronal e escroques se unem contra os professores de Educação Infantil


Uma nota distribuída pelo Sindicato dos Estabelecimentos Mantenedores de Escolas de Educação Infantil de São Paulo (SEMEEI) revelou, agora em março, uma grave armação contra os direitos dos professores e professoras da Educação Infantil. O documento, que é assinado por um grupo de empresários da educação cujo único objetivo sempre foi o de ganhar dinheiro fácil e que se esconde atrás do sindicato que fundaram sem nenhuma representação, informa sobre a existência de um suposto Acordo Coletivo assinado com uma entidade chamada SENALBA que acaba com diversas garantias dos docentes da Educação Infantil, entre elas o piso salarial, a garantia semestral de salários, a cesta básica e a participação nos resultados. O tal SENALBA, por sua vez, é outro desses sindicatos fantasmas que enfraquecem as categorias em nome das quais são criados, tendo em seu currículo de falcatruas o desmantelamento da representação dos professores dos Cursos Livres promovido com o objetivo de ficar de mãos soltas para pegar o dinheiro da contribuição sindical que serve para manter a camarilha de seus dirigentes.

Pois essas duas "entidades" negociaram entre si, não propriamente um acordo, mas um pacto de verdadeira expropriação de direitos dos professores e professoras da Educação Infantil. Valendo-se de um subterfúgio de natureza semântica, mas com implicações seríssimas para a categoria, o SEMEEI, sem esconder seu contentamento com o golpe, recomenda que as escolas alterem o registro dos professores para a função de "educadores" - o conceito genérico com o qual todos os que participam das atividades de uma escola são designados na LDB, ainda que isso não defina a qual categoria profissional pertencem. Dessa forma, intitulando-se representante de uma categoria inexistente, o SENALBA assinou a tal convenção, feita sob medida para os objetivos inconfessáveis, mas desonestos, das duas partes. Os prejuízos são de tal ordem que até mesmo a contagem de tempo para aposentadoria dos professores e professoras não poderá mais ser feita pelos que forem atingidos pelo desmando irregular praticado pelas duas "entidades".

O Sindicato espera que a Superintendência Regional do Trabalho não homologue a farsa montada pelos dois "sindicatos". Se o fizer, estará compactuando com a irregularidade que ela representa, tornando-se cúmplice de um crime contra os professores.

O SINPRO-SP está questionando em todas as esferas da Justiça o "acordo" entre a máfia patronal e os escroques do SENALBA e será implacável com as escolas que participarem desse engodo.

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